O TURBANTE SOBRE MINHA CABEÇA REFLETE A BELEZA NEGRA QUE TODA MULHER BRASILEIRA TEM.
O ATELIÊR DIVINDADE NAGÔ FOI CRIADO PELA HISTORIADORA E PSICOPEDAGOGA E DESIGNER DE TURBANTES DEUSA DE MALÊ.
MULHER NEGRA QUE VALORIZA ATRAVÉS DO SEU TRABALHO A ESTÉTICA AFRO.
REALÇANDO A BELEZA AFRO FEMININA COM PENTEADOS, TORÇOS,TURBANTES
Essa amarração é um nó no topo da cabeça, semelhante à uma flor .
2- TURBANTE FECHADO SEM ENCHIMENTO COM AMARRAÇÃO DE FLOR
Essa amarração não usa enchimento e muito usado para cabelo curtos ou para que esta na transição retirando a química dos cabelos .
3- TURBANTE ARAMADO COM PALA SEM A FAIXA
Esse turbante já vem intertelado, já vem armado muito usado em ocasioses nobres, para acompanhar um lindo vestido digno de uma Candace.
POR DEUSA DE MALÊ COLUNISTA DO SITE SAMBANDO.COM
COLUNA DICAS DA DEUSA
3 Modelos de turbantes para se inspirar!
TORÇO ABERTO-TURBANTE FECHADO SEM ENCHIMENTO-TURBANTE ARAMADO
De vários formatos e cores, o turbante traz consigo um grande significado cultural.
Assim como em todos os dias devemos resgatar e valorizar a cultura afro-brasileira pois ela é de fundamental importância para afirmação da nossa identidade.
1-TORÇO ABERTO COM AMARRAÇÃO DE FLOR
Essa amarração é um nó no topo da cabeça, semelhante à uma flor .
2- TURBANTE FECHADO SEM ENCHIMENTO COM AMARRAÇÃO DE FLOR
Essa amarração não usa enchimento e muito usado para cabelo curtos ou para que esta na transição retirando a química dos cabelos .
3- TURBANTE ARAMADO COM PALA SEM A FAIXA
Esse turbante já vem intertelado, já vem armado muito usado em ocasioses nobres, para acompanhar um lindo vestido digno de uma Candace.
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O turbante é um símbolo cultural de diversas regiões do mundo, e hoje em dia está super na moda. O significado de cada turbante é importante e especial principalmente pela cultura africana, pois conta muito sobre o processo de formação de cada cultura. Cada nó e amarração tem um significado enorme de região para região, de tribo para tribo.
Dias atuais
Hoje em dia, muitas pessoas esquecem o verdadeiro significado dos turbantes, e usam somente pela moda, onde é super usado na tendência étnica, que é inspirado em hábitos, culturas e estampas de um determinado povo ou região, que está super na moda nos dias de hoje, lembrando que, o turbante não tem só origem africana, mas também oriental e brasileira.
Já outras pessoas, principalmente de culturas africanas, afro-americanas e afro-brasileiro, usam turbantes como forma de resistência ao aculturamento, afirmação de sua identidade e a luta sobre o preconceito. Entender a história dos turbantes e de suas características é uma forma de se conectar com suas origens, ou até mesmo em relação à sua religião.
Oriente
No oriente, os turbantes são utilizados desde muito antes da existência do próprio islamismo, ou da religião indiana chamada Sikh. Lá é utilizado pelos homens com a função religiosa de demonstrar a fé. É feito por um tecido com 45 metros de comprimento.
Em outros casos, os turbantes servem para proteger a cabeça do deserto. Culturalmente falando, colocar o turbante nos pés de alguém significa submissão. E ao trocar de turbantes, representa um laço de irmandade entre as duas pessoas.
África
Na África, o turbante que tem o nome completo de turbante gelê, é um costume de roupas tradicionais, utilizado por homens e mulheres, que faz parte da moda e do estilo africano. Um significado muito forte do turbante para os africanos é ele ser usado para proteger a cabeça que simboliza os pensamentos e a fé no divino, além de ser um acessório de moda.
Ainda na África, existe o turbante chamado Ojá que ele pode ser utilizado como turbante, algumas mulheres usam enrolado na cintura, ou até mesmo como uma espécie de “canguru” para crianças, onde as mulheres amarram no corpo para carregar os filhos.
Brasil
No Brasil, têm ligação direta com os africanos, pois veio como cultura com os africanos na escravidão. Mas no Brasil, as cores eram mais limitadas, tendo então sua própria identidade. O turbante é muito utilizado no Estado da Bahia, onde a cultura africana ainda hoje é muito forte.
No Brasil, a maior influência de turbante foi o Ojá, e é utilizado também por questão religiosa, mais precisamente no candomblé, umbanda e xangô.
Turbante na moda
Na década de 30, o turbante virou moda na Europa, usado por grandes estilistas como Paul Poiret e Coco Chanel, onde várias estrelas da época utilizaram esse acessório. Durante a segunda guerra, mulheres utilizavam o adereçopara esconder os cabelos de maus tratos.
Nos anos 60 o turbante voltou novamente como símbolo da cultura negra, na mesma época em que o movimento orgulho negro que se iniciou nos Estados Unidos entrou em ação. A reaparição desse adereço foi como uma afirmação ao povo negro.
Nos dias de hoje o turbante voltou com tudo, por empoderamento ou apenas por moda, algumas pessoas acreditam que o uso do turbante em alguns casos é visto como apropriação cultural, por vir de uma cultura de um povo que sofreu muito preconceito e que sofre até hoje, e por pessoas respeitarem o adereço e não a cultura.
Bem-vindo ao verão 2019, em que uma mudança em direção à feminilidade empoderada está definindo a agenda da moda. Este ano, as silhuetas são mais suaves (deixe aqueles cortes angulares dos anos 80 para a próxima estação). E há um clima de escapismo com crochê, detalhes de corda, franjas e tie-dye, para acrescentar uma explosão de energia informal ao seu estilo urbano. A seguir, as principais tendências do ano.
1.Tons terrosos O código de vestimenta corporativo evoluiu para o ano de 2019, com os tons terrosos naturais simples – marrom, terracota e areia 2. Modo férias 24 horas por dia Amarrações de corda e echarpes com estampas dos anos setenta são elementos que proporcionam uma visão elegante do hippie que funciona tanto na cidade, como durante férias pelo litoral do Pacífico da Costa Rica. 3. Alta-costura todo dia A teatralidade da alta-costura surge em roupas para o dia a dia (hora de deixar os looks esportivos um tempo no armário Deleite-se com a emoção de se vestir para o dia com uma saia lápis decorada ou uma jaqueta enfeitada. 4. Força militar No seu próximo traje informal de sexta-feira, volte o olhar para o luxo descontraído das calças de combate elegantes e de camisas militares simples 5. Contracultura do surfe Quando a moda sai do escritório em 2019, o estilo litorâneo entra em cena. Pense em peças de neoprene que lembram a subcultura do surf da Califórnia na década de 1970 6. Comprimento mini A confiança com vestidos de comprimento mini que exploram uma nova era de hedonismo juvenil impulsionada por um desejo de autoexpressão. A visão confiante sobre o corpo da Geração Z é contagiante: é hora de trazer de volta o alegre minidress de lantejoulas à sua vida. 7. Estampas com personalidade Bolinhas, estampas de cobras e de outros animais abalaram as conotações da palavra cafona no verão 2019. 8. Bermuda ciclista A bermuda ciclista está prestes a se tornar uma peça fundamental do guarda-roupa (confie em nós, existem opções dignas de elogio por aí). Tente combinar a sua com uma jaqueta ajustada ao corpo 9. Acid wash jeans Repense o acid wash jeans. O preferido dos pop stars dos anos 80 caiu bem , mas a chave está no styling: use um vestido acid wash com partes do corpo à mostra
Tribos de Wakanda e suas inspirações na cultura Africanaa
O filme solo do rei de Wakanda, T’Challa, chegou aos cinemas na semana passada, quebrando recordes de bilheteria e abrindo caminho para mais diversidade no cinema e na Marvel.
Wakanda tornou-se uma referência e pois do filme Pantera Negra, a cidade afro-futurista tem sua inspiração em uma amalgama de culturas africanas reais, o filme e ambientado na Africa, mas apenas algumas filmagens realmente foram feitas lá.
Familia Real
A rainha mãe Ramonda, usando um chapéu tradicional das mulheres casadas da tribo Zulu da Africa do Sul.
À esquerda: Foto do chapéu da Tribo Zulu |A direita Reprodução Marvel
Tribo do Rio
E que tal os pratos de labios, conhecidos por ser usados pelas tribos Surma e Mursi da Etiópia,tradicionalmente e usado apenas pelas mulheres da tribo, o diretor de Pantera Negra,
À esquerda: tribo Surma e Mursi na Etiópia | A direita Reprodução Marvel
Ryan Coogler tomou a liberdade criativa de colocar o disco de madeira em vários personagens, inclusive nos lábios do líder da tribo do rio.
Tribo da Fronteira
Os cobertores Basotho, originalmente do povo Lesotho que vive na Africa do Sul, e aparecem no filme muitas vezes, homens e mulheres usam o manto Basotho de feito de lã.
À direita: tribo Basotho | | A esquerda e ao centro Reprodução Marvel
É a seleção cuidadosa de cor e padrão que permite a expressão individual, já da para imaginar que serão os novos queridinhos dos fashionistas.
Sacerdotes
Forest Whittaker interpreta o xamã Zuri, que é o líder espiritual de Wakanda. Ele usa vestes ornamentadas conhecidas como Agbada.
Marvel Studios.| Reprodução
Tribo dos Mineradores
E o que dizer da tribo dos mineradores, que esta claramente inspirada na cultura da tribo Himba do norte da Namibia. A tribo Himba e conhecida por usar uma pasta feita de orquídeas vermelhas na pele, chamada de otijze.
Marvel Studios.| Reprodução
Doras Milaje
A comunidade Massai que pode ser encontrada no Norte da Tanzania e no Kenya, e muito bem representada com seus ornamentos e trajes pelas Dora Milaje.
Reprodução Marvel Studios
Outro detalhe do visual das Dora Milajes, elas têm roupas combinado com um colar proeminente e conhecido de varias tribos africanas.
Reprodução Marvel Studios
A mais conhecida porem e a comunidade Padaung de Mianmar conhecidas como as mulheres girafas, começam a usar os anéis em volta do pescoço por volta dos 2 anos de idade.
Killmonger e suas cicatrizes
E que tal o Killmonger, que tem suas cicatrizes de batalha, famosas desde o trailer, o rito de passagem para a idade adulta executada pelos homens da tribo Kaningara em Papua Nova Guiné, os chamados Homens Crocodilo, foram uma inspiração para as marcas do personagem no filme.
Reprodução Marvel Studios
Falando no anti-heroi.
Reprodução Marvel Studios
Em uma cena, Erik Killmonger usa uma mascara ao estilo similar de varias tribos africanas. Mas a inspiração maior é a mascara masculina e agressiva do povo Igbo da Nigeria, são mascaras conhecidas como Mgbedike.
Este pedaço de tecido colorido que gera encanto e curiosidade por onde passa tem suas origens há alguns séculos no continente asiático e chega à África por intermédio das trocas comerciais que pouco a pouco aportam à costa do Índico, concretamente em Moçambique.
Os anais da história indicam que a capulana chegou em África pela primeira vez nos Séculos IX a X, no âmbito das trocas comerciais entres árabes persas e povos que viviam ao longo do litoral. Quénia, Mombaça e Ilha de Moçambique aparecem nos registos historiográficos como primeiros locais que tiveram contactos longínquos na história do uso deste tecido no continente.
De princípio, a capulana surge como moeda de troca entre os povos e apenas os monarcas a usavam, como símbolo de representação de poder. No império Mwenemutapa (XV e XVIII), por exemplo, só o Mambo (rei) e as suas principais três esposas é que usavam este tecido como símbolo de ostentação e representação da tradição. Portanto, na sua génese, a capulana não emerge como uma questão de pura moda, pelo contrário: surge como um instrumento de legitimação do poder.
TRADIÇÃO ONTEM E HOJE
Usada para cobrir o corpo das mulheres, este tecido foi evoluindo ao longo dos anos em termos de textura, cores, e até no seu próprio uso.
A capulana é usada nos países africanos de diferentes maneiras. Em Moçambique por exemplo, as mulheres usam-na no seu dia-a-dia e principalmente em cerimónias tradicionais como funerais, casamentos, ritos de iniciação, cerimónias mágico-religiosas, etc.
Também chamada de “pano” em Angola, “kitenge” ou “chitengue” na Zâmbia, Namíbia e “canga” no Brasil, o seu uso vai muito além da moda: o tecido é usado pelas mulheres para carregar os seus filhos nas costas, para carregar trouxas, para inúmeras funções, como toalha, cortina, pano de mesa, etc.
Geralmente, nas cerimónias de grande importância as mulheres mais velhas amarram a capulana, ou “mucume ni vemba”, e oferecem às noivas no dia do matrimónio uma capulana especial, com o tamanho de três dos tecidos, enfeitadas com uma renda branca, para demonstrar que ela também passa a ser uma mulher adulta e dona de casa.
Quem pensa que é só um pedaço de tecido engana-se: o carinho e cuidado com que as mulheres tratam este tecido é distinto. Acredite se quiser, cada uma delas pode ter várias histórias para contar.
A capulana que carregou o seu primeiro filho, a capulana que casou a sua filha, que carregou a colheita do ano x e por aí vai. Com certeza se elas falassem teriam muito para contar.
Chega a ser uma peça de afirmação de identidade, pois mesmo originário de outro continente este tecido foi sendo aculturado pelas mulheres africanas e passou a ser parte da sua cultura.
Em algumas localidades do norte de Moçambique, a forma como a mulher amarra a capulana determina o seu estado civil: casada, solteira, divorciada, viúva, noiva, etc.
Para a mulher casada e mais velha, a capulana passa a ser um símbolo de riqueza. Estas são guardadas juntamente com os “mucumes” em malas de madeira, que muitas vezes recebem no dia do seu casamento. Ela passa a coleccionar as capulanas que recebeu de presente no dia de seu matrimónio, e as restantes que poderá receber do marido como demonstração do seu amor, de cuidado e vontade de querer ver a sua esposa sempre bela.
Geralmente, as capulanas que ficam nesta mala só saem dela quando há uma ocasião especial. Quanto mais capulanas e “mucumes” tiver, mais rica a mulher se considera.
Em caso da morte da dona da fortuna, esta riqueza é distribuída para as filhas e netas ou para quem ela tiver determinado.
Já há algum tempo este tecido começou também a ganhar espaço no guarda-roupa masculino. Foi recebido com um pouco de receio, mas tende a ganhar cada vez mais espaço. Dela se servem os homens para fazer túnicas, calções, calças largas e mais recentemente até fatos se arriscam. A camada infantil também não fica de fora e usufrui deste tecido com modelitos exclusivos para a faixa etária.
Procurando elevar ao extremo a sua africanidade, alguns casais começam inclusive a casar-se com vestidos feitos de capulana, prática que tende a ganhar espaço.
Numa fase mais moderna, esta mesma capulana já é usada como ferramenta de difusão de mensagens educativas. Por exemplo, em campanhas eleitorais, os partidos políticos mandam fazer capulanas decoradas com suas fotografias e símbolos de seus partidos e oferecem às mulheres de modo a persuadir a população a votar no seu partido. Mas não só, as causas sociais também usam esta ferramenta para a difusão de mensagens ligadas a campanhas de saúde por exemplo para campanhas contra AIDS, malária, cólera ou mesmo campanhas de vacinação, sendo também usadas para veicular mensagens educativas.
A capulana, carregada de valor histórico, tem merecido a atenção de investigadores e escritores que já produzem teses e obras literárias falando acerca deste tecido, que passa a ser um “embaixador cultural”.
Taibo Bacar é um dos nomes sonantes em Moçambique e em África quando o assunto é trabalhar com a capulana. O estilista moçambicano conseguiu captar a atenção do mercado internacional ao participar no Milan Fashion Week em 2010 e nas suas peças consegue criar modelos exclusivos cruzando a moda internacional com o tecido tradicional local.
Nascida em Portugal, Íris Santos “abdicou do seu país” para vir a Moçambique e dar seguimento a um sonho de trabalhar com a capulana. Suas colecções já foram apresentadas em diversos países e a aceitação do público tem sido boa.
Foi a primeira estilista em Moçambique a decorar roupas de graduação com retalhos de capulana e também criou um modelo exclusivo de malas feitas deste tecido.
CASA ELEFANTE, UM IMPÉRIO DE CAPULANAS QUASE SECULAR
A Conexão Lusófona localizou em Maputo uma casa de venda de capulanas que existe desde 1919. Os seus donos são de origem indiana e há concretamente 97 anos dedicam-se à venda de tecidos e capulanas.
A gerência da casa viu na capulana um potencial enorme, o que fez com que a loja se tornasse numa casa especializada no tecido, visto que de um tempo para cá, a capulana passou a ser muito mais que um tecido e passa a representar o símbolo da mulher moçambicana, fazendo parte da cultura e da identidade do país.